Em 1787, Jacques-Louis David pintou a obra magistral "Morte de Sócrates"; evidenciando a cena em que o grande filósofo, no auge de seu discurso, recebe a taça com cicuta, sua sentença de morte.
Sócrates morreu envenenado. Acusado pelos mais honrados cidadãos de ser um traidor, uma vergonha para Atenas. Os que o entregaram, na verdade, viam nele uma potência de sabedoria, por isso mesmo, não poderiam permitir que ele fosse além, que continuasse a fazer florescer a Verdade, o amor à Sabedoria nos cidadãos. Caso ele seguisse, qual seria o rumo dos Sofistas? Cuja sobrevivência era mantida pela venda dos conhecimentos, nem sempre verídicos; eles que tiravam das pessoas o "peso" do pensar, do duvidar, de elaborar uma crítica... era aquele filósofo a grande ameaça àqueles que se contentavam com pouco, em tentar submergir em águas rasas.
Até o final de seu discurso, o Pensador estava abraçado com a Verdade e a Ciência, estas que ele tanto honrou e ensinava como alcançá-las, por meio da dialética, do diálogo, dos questionamentos. Foi ele um homem que esteve sempre aberto para ser objeto de crítica, dúvidas. Não teve medo de fazer diferente, de buscar a justiça e praticá-la, não exitou em fugir do conceito estático e não praticado que era o "saber".
Afirmava ele: "É pior cometer uma injustiça do que sofrê-la, porque quem a comete transforma-se em um injusto e quem a sofre não", vê-se como era bom seu caráter e sábio no modo de pensar e agir.
Não é raro conhecer pessoas como estas que acusaram Sócrates, indivíduos que conhecer a bondade nos outros e se sentem incomodadas, não aceitam ver nos demais virtudes, carisma e disposições para fazer o bem. Para elas sempre haverá julgamentos e buscarão meios de impedir que se propague, através dos demais, aquilo que nelas não são capazes de plantar e cultivar, quem dirá frutificar.
Sócrates deixar o ensinamento de ter coragem de ser quem é, com suas crenças e convicções. Se for para o bem, que nada impeça seu caminho para que não desanime e siga sempre em frente. Enfrenta os desafios, pois eles foram feitos para serem vencidos.
Abraçar a justiça e sofrer por ela é muito melhor do que viver numa quietude culpada, por ter sido injusto em troca de uma falsa paz. Que o bem se propague por meio de suas ações, a justiça esteja sempre no pódio de suas vitórias e o temor, jamais, seja maior do que o desejo de bem agir.
Credo in bono et iustitiae!

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ResponderExcluirLaus Deo!
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