Em sociologia, aprendemos sobre as relações sociais, seus processos, formas de associação, ou seja, as interações, sendo um ponto de partida para o “porquê”, que buscam entender os fatos, como influenciam e suas consequências na sociedade.
No filme “Até o último homem”, Mel Gibson descreve, baseado em fatos
reais, a vida de Desmond Doss quando se alistou para o exército americano na
Segunda Guerra Mundial. Ao longo do filme, Desmond Doss ficou conhecido pelos
seus companheiros por “objetor de consciência”, por insistir em não carregar
armas e não matar, cujo um dos grandes motivos, segundo o filme, foi o quase
assassinato de seu irmão quando pequenos; isso atribuiu-lhe à procura da fé em
Deus. Porém, em seu treinamento para a guerra, foi extremamente julgado por
seus colegas por causa de sua insistência e fé, mas com elas levou à salvação vários
soldados abatidos.

Os processos sociais são mudanças e transformações contínuas, podendo ser associativas ou dissociativas: a convivência e consenso no grupo que geram laços de solidariedade; as formas de divergência, oposição e conflito, responsáveis por tensões na sociedade, respectivamente. Estes atuam através dos contatos e das interações sociais ao longo do tempo. A partir disso, podemos associar o filme com os estudos dos processos sociais.
Em primeiro lugar, o processo de mais destaque é o dissociativo em
relação ao conflito, pois em uma guerra temos oposições, rivalidades e o uso da
violência consciente dos indivíduos.
Desta forma, no meio da guerra, ao mesmo tempo em que os soldados realizavam o trabalho juntos a fim saírem vencedores, como um mutirão, precisavam uns dos outros para diferentes táticas, posições e estratégias.

Uma dessas diferentes estratégias e posições foi de Desmond Doss que se
recusava a tocar em uma arma, mas utilizou seus conhecimentos na área médica
para salvar os soldados. Este acontecimento está relacionado ao processo
associativo de cooperação, na qual grupos trabalham para o mesmo fim
diretamente ou indiretamente.
A partir disso, o “porquê” dele não querer encostar em uma arma e de não matar, vem com a assimilação, um dos processos associativos, que implica em transformações internas no indivíduo como a forma de pensar, sentir e agir, ou seja, assimilando com o quase assassinato do seu irmão quando pequenos, ele fez suas escolhas para toda a vida.
Enfim, percebemos que mesmo durante uma guerra e, ainda, diariamente, estamos interagindo uns com os outros e o processo social é apenas um meio de compreender essas interações.
Autora:
Sabrina Monteiro Rezende15 anos
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