“Só sei que nada sei...”
Quem sabe seja a frase mais famosa da História da Filosofia:
“Só sei que nada sei”, falada por Sócrates, escrita por Platão e conhecida por
todos.
Mas, quem entende essa afirmação e seu conteúdo? Como pode
alguém saber que não sabe? É muitíssimo importante entender como e para que Sócrates
usava esta afirmativa.
Como um grande perseguidor da Verdade e sábio, se
utilizava de um método, chamado de “maiêutica”, para alcança-lA e para levar os
demais até Ela. Pela via dos questionamentos o Filósofo levantava a
curiosidade em seus interlocutores, afirmava não saber sobre os assuntos
propostos nos diálogos e ao final, "invertendo o jogo”, mostrava que quem
falava estava errado e ele, que ouvia atento, formulava questões sobre o que
era falado, possuía a sabedoria sobre tal.
Vê-se as mais variadas fontes de informações hoje em dia, os
mesmos temas com diferentes conceitos, explicações... as mesmas
histórias com diferentes protagonistas, às vezes, o mesmo início, mas nunca o
mesmo fim. O certo e o errado vão depender da boa vontade de quem conta e não do
que de fato verídico.
E a sua postura diante de tantas divergências sobre um
assunto? Escolhe o que mais lhe convém saber, que compactua com suas ideias ou vai
atrás da fonte nascente? Aquela que contém o fato em si.
Que perigo vive-se hoje do mal jornalismo, das famosas “fake
News” e afins. Se não houver a disposição da pesquisa, o anseio pelo
Verdadeiro, nunca haverá evolução de cidadãos que obtêm real conhecimento
e, assim, formulam seus conceitos e os defendem com toda certeza, porque sabem
que estão seguros no que acreditam e se preocupam e não propagar difamação, mentiras, "boatos"...
Cuidado com os que tudo sabem; quando na época de Sócrates
eram chamados “Sofistas”, pois não se preocupavam com a Verdade, mas sim em
passar informações, conteúdos e serem vistos como aqueles que ensinam. Não
importa o quanto você sabe, mas o que você sabe, se não há uma "poeira" de mentira para mais ou para menos e o que faz com este saber.
Aprofunde-se nos assuntos que giram em torno de você, do seu
ambiente de convivência. Opine sempre, mas nunca levante a bandeira do “EU SEI”,
mas sim do “EU QUERO APRENDER”. E encontre o método maiêutico de ensinar aprendendo.
Questione, questione, questione... nunca se contente com as informações que vêm fácil, vá, busque a Verdade, não tenha medo. Se necessário, se retrate, diga que errou, mas não se conforme com a mentira, a falsidade, a destruição do saber!
AUDE SAPERE! OUSE SABER!
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